É necessário se adaptar a robôs e empregos ameaçados

Durante séculos, o avanço da tecnologia e a invenção de novos dispositivos e mecanismos fizeram com que as pessoas precisassem se adaptar a várias mudanças, mesmo dentro de suas esferas de trabalho. Até o século XIX, por exemplo, mais da metade da população européia trabalhava no campo da agricultura, enquanto hoje esse índice é inferior a 5%.

No entanto, nas últimas décadas, o ritmo deste avanço tornou-se mais rápido do que nunca, especialmente em termos de inteligência artificial e da criação de robôs e máquinas modernos e eficientes. Junto com esse cenário, há um grande temor de que essas máquinas possam substituir os seres humanos e fazer com que milhões de pessoas percam seus empregos, o que geraria uma crise sem precedentes em todo o planeta.

Se há alguns anos, os robôs só eram capazes de realizar tarefas simples e repetitivas, eles agora são capazes de fritar hambúrgueres e ajudar na construção de casas, por exemplo. Segundo a Federação Internacional de Robótica, em 2015, havia 66 robôs por 10 mil trabalhadores. Já em 2017, apenas dois anos depois, esse número já havia aumentado para 74 mil.

Segundo o especialista Bernard Louvat, que trabalha para a empresa de soluções tecnológicas Nuance, os robôs são uma grande ameaça para os empregos que exigem mão-de-obra pouco qualificada, muitas vezes exercidas por imigrantes em países desenvolvidos.

Um exemplo disso é o setor de telemarketing. Atualmente, as máquinas já são capazes de responder entre 60% a 80% das dúvidas e dúvidas dos clientes, enquanto, há alguns anos, esse índice era de apenas 25%. Portanto, não será uma surpresa se em 10 ou 15 anos os assistentes de telemarketing forem amplamente substituídos por robôs.

Somente nesse segmento, a perda de empregos seria massiva, considerando que as grandes multinacionais empregam milhares de funcionários da empresa, área de telemarketing. A gigante AT & T, por exemplo, tem cerca de 100 mil colaboradores apenas nesse setor.

Possíveis vantagens do avanço da inteligência artificial

No entanto, há também um lado otimista na automação da força de trabalho e no uso de robôs. Segundo dados do Banco Mundial, a taxa de desemprego no mundo diminuiu nos últimos 30 anos, mesmo com a constante modernização e o aumento substancial do número de habitantes do planeta, que passou de 5,4 bilhões para 7,6 bilhões naquele ano. mesmo período.

Para uma parte dos especialistas, isso se deve ao fato de que as pessoas são capazes de se adaptar a novos cenários, como aconteceu várias vezes ao longo da história. Os especialistas mais otimistas também continuam acreditando que robôs e máquinas ocuparão apenas os cargos responsáveis ​​por tarefas chatas e repetitivas, o que abrirá o caminho para que as pessoas se especializem em atividades mais estimulantes e agradáveis.

Em um grande estudo sobre o tema conduzido pelo McKinsey Global Institute, os pesquisadores concluíram que a melhor maneira de lidar com robôs é através da educação. Treinar profissionais cada vez mais qualificados é a saída segura para garantir que todos tenham um emprego, mas para que isso aconteça, é necessário que haja uma revolução nos métodos educacionais atuais. Além disso, a entidade também destacou outro aspecto positivo, que é a expectativa de que novas ocupações sejam criadas com o avanço da tecnologia, como aconteceu com a Internet, por exemplo.