Como fazer um trabalho de alto impacto social com os voluntários? Conheça a fórmula 3M Impact

O programa pro bono teve uma edição no Brasil que beneficiou cinco instituições em São Paulo.

Onde começar um trabalho social de alto impacto? Como garantir que isso tenha um efeito relevante? Qual é a estrutura necessária? Estas são algumas das perguntas que a 3M pediu para criar o 3M Impact, um programa global que começou em 2018 para incentivar os funcionários a participarem das atividades. pro bono capaz de contribuir para o desenvolvimento de iniciativas de impacto social em países emergentes.

Em resumo, através do programa, as pessoas da organização atribuem sua própria força de trabalho a instituições sem fins lucrativos por um período de tempo. "Nós, como empresa, fazemos essa doação de funcionários, inscrevemos e trabalhamos no programa", diz Liliane Moura, 36, coordenadora de projetos sociais do Instituto 3M.

O especialista diz que embora a organização desenvolva alguns projetos de voluntariado, reúne doações, por exemplo, as ações pro bono são os que a instituição defende mais exigindo a aplicação do conhecimento profissional das pessoas para resolver problemas diferentes.

"Além de gerar mais desenvolvimento para os profissionais participantes, essas ações também têm um potencial maior de impacto social, pois não são pontuais, deixamos um legado para as instituições"

Desde o seu lançamento, a iniciativa já recebeu um grupo de colaboradores estrangeiros para trabalhar em organizações locais, enviou profissionais daqui para outros países e agora acaba de concluir uma edição em que os brasileiros trabalhavam em instituições da região de Campinas e Sumaré , onde a fábrica está localizada. de 3M. Tudo em casa Segundo Liliane, foi uma espécie de premiação da sede da empresa pelo grande interesse dos brasileiros no programa. "Estamos em segundo lugar entre os países que registram o maior número de voluntários", diz ele.

Assim, 15 profissionais foram selecionados para o desafio. Eles dedicaram 80 horas de trabalho e, separados em grupos, trabalharam em cinco instituições: CER, que oferece ações educativas para crianças e jovens; Cidade dos Meninos, abrigo para crianças e adolescentes sem possibilidade de adoção; Eu adicionarei o Minor Promotion Institute, que é especializado em incluir jovens no mercado de trabalho; Instituto Padre Haroldo, que cuida de pessoas que sofrem de dependência de drogas; e Cepromm, dedicado à educação infantil e atendimento a jovens em situação de vulnerabilidade social para evitar a exposição à violência.

Divididos em grupos, os funcionários da 3M projetaram soluções de gerenciamento e operações para aumentar o impacto social de cada instituição.

A UNIÃO DO MUNDO CORPORATIVO COM INSTITUIÇÕES SOCIAIS

Bem, voluntários foram selecionados, mas o que um grupo no mundo corporativo tem a oferecer para organizações com desafios tão complexos? Liliane diz muito: “No final, é um aconselhamento profissional gratuito para instituições. Conseguimos ajudar com muitos problemas ”, diz ele.

Segundo ela, devido à rotina rotineira, com pouco dinheiro e muitos problemas sérios para resolver, é comum que as organizações não parem para refletir sobre suas práticas e até problemas simples de gerenciamento. Liderar uma equipe de voluntários focados nisso é útil, diz ele.

O coordenador cita o exemplo do Cepromm. A instituição tem uma padaria só para gerar renda. O ponto é que a empresa operava sem qualquer planejamento, gerenciamento de estoque, projeção ou planejamento de vendas. Isto é, um esforço largamente desperdiçado. "Contribuímos para ajustar essa operação", diz ele, indicando o potencial impacto social do programa.

Lucas Andrade, 35, especialista em garantia de qualidade da 3M Health Division, foi um dos voluntários que participou da 3M Impact. Ele trabalhou na CER em um projeto para melhorar a comunicação interna da organização, que incluiu novos processos e orientações, melhor gerenciamento da equipe e proximidade com os funcionários. Tudo foi baseado na metodologia Lean, que busca racionalizar processos desnecessários para aumentar a produtividade.

Ele admite que a viagem foi árdua, mas muito gratificante. "Ele superou todas as minhas expectativas de poder ajudar os outros dessa maneira e, em troca, receber tanto aprendizado", diz ele, citando a experiência de trabalhar com outros profissionais de diferentes áreas da 3M e da equipe de CERs. "Foi incrível compartilhar meu conhecimento e implementar novos processos em um contexto tão diferente", diz ele. E continua:

"O grupo tinha origens e pensamentos diferentes, mas sempre chegávamos a um consenso sobre a melhor ideia, porque havia um objetivo maior de aumentar o bem-estar de crianças e adolescentes".

Naiara Silva, 31 anos, uma especialista da marca empregadora da 3M, tem uma impressão semelhante sobre o que ela experimentou no programa. Ela trabalhou no Instituto Padre Haroldo e diz que foi "uma experiência incrível". Embora ele já tenha se voluntariado, ele diz que o nível de aprendizado que ele tinha lá excedeu as expectativas. "Trabalhar em uma organização com propósitos, causas, estrutura e formação profissional tão diferente do que encontramos na 3M foi enriquecedor", diz ele.

Ela diz que aprendeu muito sobre políticas públicas, atenção do terceiro setor e atenção a pessoas em situação de vulnerabilidade. Mas no final, as lições mais importantes não foram sobre tópicos específicos, mas sobre como trabalhar em equipe, nivelar as expectativas, ouvir com atenção e empatia, liderar e liderar. Finalmente, o que aumentou foi sua preparação para lidar com o mais complexo: o humano.

VOCÊ QUER GERAR O IMPACTO POSITIVO? O RENDIMENTO É SIMPLES

Liliane se orgulha dos resultados da 3M Impact e do comprometimento dos funcionários brasileiros na iniciativa. No entanto, ele ressalta que ninguém precisa de um programa complexo ou de rios de dinheiro para ter um impacto social positivo. Você pode começar agora mesmo, em qualquer lugar. A receita é simples:

“A melhor maneira é procurar uma instituição com uma causa com a qual você tenha identificado. A partir daí, ofereça ajuda e ouça o que a organização precisa. Não chegue com um projeto pronto ”

Simples assim. Ela diz que muitas pessoas batem nas portas de entidades com um objetivo muito específico ou uma iniciativa projetada que pode não ser a mais urgente ou necessária naquele momento. "As instituições sempre precisam de dinheiro, e se o objetivo não é fazer uma doação, o jeito é falar sobre que tipo de ajuda pode ajudar a organização a levantar fundos", diz ele, citando como exemplo a coleção de material de apresentação de projetos ou fazer alguns contatos "É muito menos sobre fazer o que você quer e mais sobre como trabalhar o que a outra pessoa precisa", diz ele.

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