Aos 21 anos, a Fiat Ducato entra na história do empreendedorismo brasileiro

Kelly Saturno, seu namorado e "Clotilde" para Ducato Ambulância que circula no Paraná como "Fashion Truck".

A história do Fiat Ducato no Brasil não pode ser contada apenas a partir dos números (respeitáveis) no mercado que se acumulam desde a sua chegada ao país, em 1998. Nesses 21 anos de trajetória, o modelo vem colecionando experiências entre os consumidores, que viram no veículo comercial uma oportunidade de prosperar nos negócios. Foi o caso da empresária Kelly Saturno, que transformou a Ducato Ambulance em sua loja de celulares no Paraná.

"Meu namorado e eu tivemos a ideia de montar uma boutique de roupas íntimas e decidimos que uma loja móvel seria a melhor solução, porque atrairia muita atenção", diz ele. "Morávamos em Cascavel e on line encontrei, no Jacarezinho, uns 500 km de onde moro, uma ambulância já fora de serviço, mas ainda rolando, negociamos e então chegamos ao nosso 2001 Ducato, que batizamos carinhosamente de Clotilde.

A transformação do modelo levou cinco meses. "Compramos em setembro do ano passado e abrimos o nosso Fashion Truck em fevereiro, jogamos os adesivos, ajustamos a pintura, removemos o giroflex e a ambulância, checamos o motor, trocamos os pneus, escurecemos as janelas e levamos para a carpintaria para fazer os móveis. "Depois, foi feita a adesão externa", explica a empresária e motorista da "Loja Mobile".

"Eu praticamente faço tudo na loja: agindo como uma visita ao cliente e vou até eles dirigindo", diz ele. "No começo, foi um desafio, porque eu tenho 22 anos e até então só tinha carros pequenos." Em pouco tempo, a apreensão se tornou divertida, porque eu acho que eles são muito mais agradáveis ​​e fáceis de guiar do que os carros baixos que temos. A posição elevada na roda transmite mais confiança e nos dá uma visão mais ampla de tudo.

Segundo Kelly, o fato de ser mulher ao volante de um Ducato acaba atraindo muitos olhares curiosos, um detalhe que ela trata com entusiasmo e uma forma de divulgar ainda mais seus negócios. "Outros motoristas comentam", ele observa a garota dirigindo uma van. "Eles me impressionam e me divertem."

Em novembro de 2018, um Ducato transformado em uma sorveteria foi uma das atrações do evento.

A escolha do Fiat Ducato como parceiro de negócios também foi motivada pela grande fama do conjunto mecânico do carro. "Nosso mecânico nos disse que o melhor motor é o do Ducato, seja pelo desempenho, pelo consumo ou pelo baixo valor de reparabilidade em relação aos modelos concorrentes", justifica Kelly, que já pensa em aumentar sua frota. "O negócio está indo muito bem, então planejo em breve ter outro Ducato como parceiro de Clotilde."

Em São Paulo, que também fez um Fiat Ducato, seu sócio foi o motorista da escola Clodoaldo Silva Santos, de 45 anos. "Comprei minha van em 2008, zero quilômetros, e desde então não a deixei mais." Confesso que gostei muito do design da nova geração do Ducato, lançada no ano passado ", diz ele, antes de completar:" mas assim como o não é meu ".

Com 355 mil quilômetros registrados no odômetro e muitas crianças transportadas em 11 anos de serviço, ele afirma que a paixão pelo modelo também é apoiada por motivos cartesianos. "Meu Ducato só me trouxe alegria, ele transporta as crianças da escola onde trabalho com muito espaço e conforto, tem uma ergonomia muito boa que não me deixa cansada ao volante, além de ser uma parceira que não causa problemas." Eu tive eventos imprevistos, só faço manutenção de rotina. "

Se um dia pensar em mudar o modelo, Clodoaldo garante que não haverá escassez de compradores para o seu Fiat Ducato:

"Meu mecânico é o primeiro a se oferecer para comprá-lo, mas eu sempre digo que não tenho planos de abandoná-lo, ele é meu grande companheiro."

A história do Fiat Ducato, na Europa, começou em outubro de 1981, com produção em Val di Sangro, na Itália. Na época, o modelo tornou-se o primeiro de seu segmento a adotar o motor transversal, tração dianteira e tanque movido para frente do veículo. Com amplo espaço traseiro e uma plataforma de carga baixa e plana, o comercial leve se tornou o mais vendido.

A chegada ao Brasil ocorreu em 1998, sendo importada já em sua segunda geração, equipada com motor 2.5 HP 85 e câmbio manual de cinco marchas. Em 2000, o modelo passou a ser produzido em Sete Lagoas (MG), com 2.8 motores aspirados e opções turbo. O primeiro resurfacing no Brasil foi feito em 2006, em conjunto com uma nova gestão eletrônica de motores para entregar mais energia.

Em 2009, a grande novidade do Fiat Ducato foi a adoção do motor 2.3 Multijet 127 HP. Em 2016, a van deixou de ser produzida no país e desde o ano passado, em sua geração mais recente, foi importada do México com motor diesel 2,3 turbo de 130 cv e seis mudanças de câmbio. Atualmente, o Ducato é vendido em 80 países e conta com mais de dez mil opções de configuração, comprovando sua grande versatilidade.

Na última edição do Salão de São Paulo, em novembro, um Fiat Ducato transformado em sorveteria foi uma das atrações do evento. Não só por ter distribuído sorvete, mas por confirmar a multidão que os consumidores podem ter com o veículo.

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